Mais um “Dia D Forró” no ABCD
15/04/2016 - 14h32 em Editorial

Sabe aquela surpresa agradável? Algo que você até espera, mas chega até ser melhor que a encomenda?

Foi assim que me senti indo ao evento “Dia D Forró” em diadema. Quando a Bell (umas das integrantes da equipe deste evento) entrou em contato comigo me avisando sobre, fiquei muito contente.  Finalmente muitos eventos de forró acontecendo dentro do ABC.

Lógico que dei meu total apoio. 

Gostaria de ter aproveitado muito aquele evento, infelizmente só pude ir da metade para o final.

Mas quando cheguei e vi aquela quadra cheia, pessoas dançando ao som do meu querido pé de serra, tive uma alegria que não cabia em mim.

Outro evento cultural tomando forma. O mais impressionante foi a quantidade de rostos novos, acredito que 30% era público novo.

E ideias geniais como, pessoas com a camisa amarela escrita “dança comigo?”. Olha que convite bonito e elegante para as pessoas tímidas ou que ainda estão aprendendo a dançar.

Fora o som de qualidade, e ai vem uma de minhas surpresas. Uma Dj, sim usei o artigo feminino “UMA”. Jéssica Leigon assumindo os botões do evento junto com os outros DJ´S (desculpe os outros djs, mas ela que é a novidade). Até então só tinha peludos assumindo essa parte da brincadeira, agora temos uma cheirosa mandando bem.

PARABENS A EQUIPE DO DIADE FORRÓ.

Muita gente acha que fazer eventos em parque cria uma “concorrência”.  Mas é uma bobagem. Como vamos concorrer se ambos os eventos são gratuitos? Tanto o pé de calçada em Santo André como o forró do chico em São Caetano do Sul não tem fins lucrativos.  

A grande verdade é que alguns donos de casas tem medo desse novo movimento que está acontecendo no ABC.

Mas quero dizer que não precisam se preocupar. Isso é muito bom para todos.

Esses eventos estão FOMENTANDO um novo tipo público. É terrível achar que nós dos forrós nos parques estamos roubando essa galera. Mas acreditem, tem gente que acredita que fazer esses eventos gratuitos é prejudicial aos negócios.

Vou agora colocar um cenário falacioso, vamos supor que sim, os eventos estão roubando público, estão tirando o dinheiro das casas. Ninguém mais quer sair para ir no forró (to me esforçando para imaginar o pior cenário, e mesmo assim não consigo, mas vamos continuar minha linha de raciocínio), enfim, o evento nos parques roubou todo publico (hehe que bobeira).

Bem, então cabe os donos de casas pensarem em como atrair esse povo, ai que é famosa concorrência. Fora os taxistas que resolvem a concorrência na porrada (sim estou generalizando, me perdoe taxistas pacíficos que tentaram resolver a situação no verbo, mas to falando dos briguentos), o resto dos concorrentes cada qual em seu seguimento tenta chamar o “cliente” ou com promoções ou serviços diferenciados, alguma coisa que destaque seu serviço ou marca.

Bem, ai é que está, é tão difícil tratar o cliente bem? Não to dizendo que os donos nos tratam mal, mas no pé de calçada toda equipe da o seu melhor porque tentamos fazer um evento no qual gostaríamos de frequentar.  

Estou cansado de ir no evento e ter que pagar 6 reais ou 8 reais em uma agua. É tão terrível facilitar a ida do público com promoções e valores menores?

Alguns parceiros nossos entendem essa necessidade. Lutamos para que a camisa do pé de desconto nas casas, mas isso é só para fortalecer o forró. Estamos em uma época de crise, as vezes o valor que iria gastar em um evento, economizando, consigo ir em até dois ou três festas distintas. Basta a facilitar a vida do público.  Não quero que as casas façam eventos gratuitos. Pois a noite eu não quero dançar no parque, quero dançar no conforto de uma casa com música de qualidade, no qual possa relaxar e curtir uma boa festa com os amigos, tanto que faço isso nos meus finais de semana.

E quando falo música de qualidade, digo a qualidade do som.

Muitas bandas são rechaçadas porque as equalizações dos equipamentos não potencializa o trabalho artístico, mas temos a sensação que o trabalho artístico não está sendo bem executada.

Então donos de casa, no meu evento gratuito presamos por uma qualidade mínima, para que a virtuosismo da banda apareça, que o público seja bem tratado pois é assim que fomentaremos essa nova geração de forrozeiros.

Mais bandas iram aparecer no mercado é com isso novos dançarinos iram surgir e vice versa.

Outra coisa, nos eventos nos parques pelo menos os do ABC são proibidas a comercialização e consumo de bebidas alcoólicas nas dependências dos parques. Logo quando chega o final de semana a noite esse público quer sair e beber com os amigos e curtir um bom forró. Não tem como competir com isso (hehe) e nem queremos concorrer.

E para finalizar, o ABCD está finalmente com opções de forró durante a semana.

Temos:

- O forró de quinta que acontecerá na Troppo em São Caetano do sul as 20 horas;

- Icaraí na Sexta Feira em Santo André, com forro de qualidade e com uma pista invejável para dançar, a partir das 22 horas;

- Pessoal do Skenta na Troppo de Sábado a noite também a a partir das 22 horas (como eu queria um forró de sábado a noite, agora tem no ABC);

- Domingo tem novo espaço em São Bernardo do Campo, chamado Forró no Muniz fica entre avenida Jurubatuba e a Rua Américo Brasilense;

- E de Segunda Feira na Troppo tem o ensaio aberto com convert opcional para ajudar as bandas;

Esses são os eventos fixos na semana e temos alguns esporádicos como:

- Forró Da praia, que rola em São Bernardo do Campo na Praia Açai Point rolando de sábado a tarde.

 

A pelo menos um ano atrás éramos obrigados a ir para São Paulo se quiséssemos curtir um forró pé de serra.  Hoje tenho o orgulho de dizer que o ABCD está se tornando um novo point do Forró Pé de Serra.

Tudo isso graças a vocês.

E ai, quando vamos pro forró?

 

Tércio Emo Gomes

 

15 de abril de 2016

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